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jun 9 09

Blogs x Jornais

Jornais brasileiros recentemente criticaram a Petrobrás, por esta publicar em seu blog as respostas às perguntas da mídia nacional, antes mesmo destas chegarem ao público pelos meios convencionais (jornais, emissoras de televisão, rádios e websites de notícias).

O Globo, A Folha de São Paulo e a Associação Nacional dos Jornais são alguns dos críticos, detalhes nesta matéria do Jornal da Globo. Eis um dos trechos:

Para o jornal “O Globo”, as perguntas encaminhadas por escrito, são de propriedade do jornalista e do veículo e que por esse motivo a iniciativa da Petrobras desrespeita profissionais e atenta contra a liberdade de imprensa, ao violar o direito da sociedade de ser informada, sem limitações.

Será que realmente a sociedade seria informada sem limitações?

A resposta da Petrobrás para essa declaração do jornal foi que, se as perguntas são de propriedade do jornalista, as respostas são de propriedade da Petrobrás. O que é muito bem colocado.

Jornais agora não têm mais a chance de distorcer o que foi dito, pois a própria fonte da resposta publicou-a em seu site oficial. Sem falar que a imprensa “convencional” tem medo de perder espaço (audiência) para os blogueiros. Será que perde mesmo?

A internet, através dos blogs, mais uma vez mostra sua força. E a quem interessar, eis o endereço do blog da Petrobrás: http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/

De minha parte, só posso dizer que achei de muita utilidade o serviço. Quanto mais informado, e quanto mais na fiel à fonte for a notícia, melhor. A Petrobrás é uma empresa muito importante para nosso país, e o que acontece com ela me interessa, e muito.

mai 27 09

A estória do lenhador

Achei interessante essa estória, curta, mas que ensina muito:

Era uma vez um jovem e forte lenhador que em um dia conseguiu derrubar 70 árvores, ao passo que o recorde era de 72.

No dia seguinte, querendo entrar para a história, acordou um pouco mais cedo, trabalhou duro, mas cortou apenas 68 árvores.

No dia imediato, acordou ainda mais cedo, esforçou-se ainda mais, almoçou correndo e cortou apenas 60 árvores.

Assim, desgostoso e desolado, sentou-se à beira do refeitório. Um velho lenhador, já sem vigor físico mas experiente, ficou com pena do jovem e, chegando ao seu lado, perguntou: “Meu filho, quanto tempo você separou para afiar o seu machado?”

Me sinto um pouco assim em relação à construção de software, uma vez que pessoas com quem convivo no ramo acham que o sucesso do desenvolvimento de um software é exclusivamente dependente do número de horas trabalhadas. Quantas vezes as ordens são para derrubar árvores e mais árvores, quando na verdade deveríamos parar um pouco para amolar o machado?

abr 25 09

Escrever software é como… Escrever!

Bruce Eckel – autor da série de livros “Thinking in Java”, entre outros – escreveu esta semana em seu blog no site Artima Weblogs uma artigo a respeito de analogias ao trabalho de desenvolvimento de software.

Por quê precisamos de analogias? Programadores sabem o que estão fazendo, eles programam computdores! E eles sabem o que isto significa, simplesmente pelo fato de que eles o fazem.

Porém, para os stakeholders – gerentes, presidentes, clientes, parceiros – desenvolvimento de software é um mistério. Eles não estão interessados em saber tudo sobre o assunto, mas querem saber o bastante para fazerem previsões. Precisam então de uma abstração, uma analogia.

Matemática e Engenharia são duas analogias comumente utilizadas. Na primeira tudo pode ser matematicamente provado ou desmentido. Na segunda, o grau de previsibilidade é altíssimo e as técnicas de trabalho são consolidadas e padronizadas. É perfeitamente possível substituir um engenheiro por outro, e ainda assim obter-se resultados similares.

Olhando para tais considerações, identificamos grandes diferenças para os programadores. Mudar um programador significa mudar os resultados.

Segundo Eckel, programadores são – essencialmente – escritores.

Escritores como autores de livros, de novelas, de roteiros. Existem bons e maus escritores, e existem empresas que precisam de ótimos escritores, como também existem aquelas que precisam apenas de escritores, não tão bons assim. E mais, ter um bom escritor não implica na produção de um best-seller.

O que o autor defende, em resumo, é que esta analogia não ajuda a aumentar o grau de previsibilidade de o que fazem os programadores, mas, a exemplo da escrita, que é um trabalho artístico, estranho e difícil de medir, ajuda aos stakeholders a entenderem o quanto tal atividade é imprevisível.

Leia o artigo na íntegra clicando aqui.

abr 23 09

Twitter = tempo perdido?

Você é dono/gerente de uma empresa de software (onde todas ou grande maioria das pessoas trabalha utilizando um computador) e acha que o Twitter apareceu apenas para se juntar ao Orkut, Facebook, messengers e outros, na tarefa de sugar o tempo que seus funcionários deveriam utilizar para produzir pela empresa? Não é bem assim. Guy Kawasaki publicou este artigo, falando sobre como demonstrar a utilidade do Twitter para os que pensam desse jeito. Maiores interessados podem ler o artigo inteiro, porém eis alguns pontos que achei interessantes:

  • Inteligência competitiva: Se sua empresa é razoavelmente conhecida, é possível monitorar o que os outros estão falando dela. E mais, ver o que os outros estão falando da empresa concorrente!
  • Notícias: Os principais jornais do mundo estão entrando na onda do Twitter.
  • Resposta às dúvidas: Tem alguma dúvida sobre algum assunto? Lance-a no Twitter. A velocidade de resposta que você obterá é assustadora e, é claro, proporcional ao número de pessoas que lhe acompanham.

Gostou? Guy Kawasaki também publicou uma apresentação em slides chamada “Twitter for business“, que você pode acessar clicando aqui. Vale a pena.

abr 16 09

Engenharia de Software para quê?

Para evitar esse tipo de situação, talvez?Dilbert.com