Gerenciamento de Riscos em Projetos Ágeis
O Gerenciamento de Riscos é uma parte central do gerenciamento de projetos tradicional, e está listado como uma das nove áreas de conhecimento pelo PMI (Project Management Institute) em seu PMBoK. Quando se fala de gerenciamento ágil de projetos, muitos são os que indagam como Scrum (ou Agile no geral) trata as questões de risco, e muitos também são os que dizem que Scrum ignora completamente os riscos. Mas não é bem assim.
Primeiramente, um dos principais benefícios do gerenciamento de riscos se torna desnecessário quando um projeto usa a abordagem ágil. As iterações curtas, o foco em software funcionando, a ênfase em testes automáticos e a entrega frequente ao cliente ajudam o time a enfrentar o maior risco que a maioria dos projetos enfrenta: o de não conseguir entregar o produto. Portanto, o que acontece em muitos projetos ágeis é o gerenciamento implícito de riscos. Para eles, o custo do gerenciamento explícito de riscos se sobrepõe aos benefícios.
Mas, apesar de serem muitos os projetos que podem (e devem) tratar os riscos de tal maneira, outros se beneficiam de gerenciá-los explicitamente. Para isso, John Brothers introduziu uma técnica em 2004 chamada de Risk Burndown Chart, ilustrado na figura abaixo:
Figura: Risk Burndown Chart. A linha vermelha é o parâmetro base da redução do risco ao longo das iterações, enquanto que a azul é a atualização da situação real.
Basicamente, o gráfico mostra a exposição do projeto ao risco ao longo das iterações. A Exposição ao Risco é calculada considerando o tamanho do impacto (em dias) do risco e a sua probabilidade de acontecer. Como exemplo, um risco do atraso do projeto em 15 dias, com 20% de chance de ocorrer, dá uma exposição ao risco de 5 pontos.
Olhando para o gráfico acima, vemos que o risco não tem diminuído a uma taxa apropriada (nem perto disso). Quando isso ocorre, o time pode requisitar dedicar algum tempo no próximo Sprint para trabalhar diretamente com mitigação de riscos.
Como podemos ver então, é possível sim levar a sério o gerenciamento de riscos em projetos ágeis a ponto de explicitá-lo. Se for necessário, o Risk Burndown Chart é uma útil ferramenta.
Por fim, é bom não confundir “não levar o gerenciamento explícito a sério” com “não levar o risco a sério”. Vimos neste texto que o risco sempre é tratado em projetos ágeis, seja explicita ou implicitamente.
Este artigo foi adaptado do post original no blog do Mike Cohn, que pode ser encontrado clicando aqui.
O povo fala demais.
E fala porque ainda temos muita coisa não-automática ao nosso redor. Parece que ainda vivemos na idade da pedra da computação. Eu sei que nós avançamos muito, mas falo do ponto de vista de alguém que está a 50 anos nos observando.
Um dia vamos automatizar muita coisa nos processos e daí o povo vai deixar de falar certos pontos que o automatismo vai tomar conta.
Tá aí a deixa… Quem quer trazer esses 50 anos do futuro para o presente?